O Fio de Ariadne na Maturidade: Psicanálise, Finitude e a Reinvenção do Desejo
fevereiro 5, 2026
Introdução: A Velhice como Fronteira Ética A velhice é, talvez, o espelho mais temido pela cultura contemporânea. No Brasil do século XXI, o envelhecer é atravessado por um paradoxo: os avanços da medicina estendem a cronologia da vida, enquanto a cultura do consumo abrevia o valor simbólico do sujeito idoso. Para a psicanálise, o envelhecimento
A Invenção de Si no Crepúsculo dos Mestres: Psicanálise, Micro-política e a Ética da Criação
fevereiro 4, 2026
Introdução: O Horizonte da Clínica Pós-Moderna Chegar ao final de um percurso sobre a psicanálise contemporânea brasileira é compreender que a clínica saiu definitivamente das paredes acarpetadas dos consultórios para habitar a pólis. Se o século XX foi o século do recalque e da repressão, o século XXI é o século da dispersão e da
O Avesso do Lar: Psicanálise, Transgeracionalidade e o Mito da Família Perfeita
fevereiro 4, 2026
Introdução: A Família como Palco e Prisão A família é, historicamente, o laboratório da subjetividade. É no encontro (ou desencontro) com os primeiros cuidadores que o ser humano é introduzido na linguagem, no desejo e na lei. No entanto, a contemporaneidade brasileira assiste a um fenômeno paradoxal: ao mesmo tempo que as configurações familiares se
O Corpo, o Laço e o Outro: Fronteiras da Psicanálise Contemporânea
fevereiro 4, 2026
Introdução: A Clínica do Social e a Trama dos Vínculos Se nos módulos anteriores discutimos a exaustão do sujeito diante da produtividade, o quarto módulo mergulha no que há de mais íntimo e, ao mesmo tempo, mais político: o corpo, o gênero e os laços afetivos. A psicanálise brasileira contemporânea, representada por vozes como Maria
A Exaustão da Máscara: Vida Adulta entre o Burnout e a Sociedade do Espetáculo
fevereiro 4, 2026
Introdução: O Novo Mal-Estar na Civilização Se Freud, no início do século XX, identificou o mal-estar na civilização como o fruto da repressão dos impulsos sexuais e agressivos em troca de segurança e cultura, o adulto do século XXI enfrenta um mal-estar de natureza inversa. Não somos mais a sociedade da proibição, mas a sociedade

